19/05/2016 Adesão à coleta seletiva em Santo André aumenta após investimentos na gestão de resíduos

Volume de lixo seco entregue à reciclagem cresce, mas descarte incorreto ainda é grande

Santo André, 19 de maio de 2016 – Os avanços conquistados graças aos investimentos na gestão de resíduos em Santo André realizados pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) já rendem melhorias na coleta de recicláveis.

De 2014 para 2015, enquanto o volume de resíduos secos recolhidos aumentou em 9%, o de úmidos caiu 11,5%.
Em 2015, foram destinados ao aterro 188 mil toneladas de resíduos úmidos, contra 210 mil em 2014. A geração média de resíduos por habitante na cidade também caiu de 1kg em 2013 e para 0,8kg em 2015.

Já o volume de secos aumentou de 9,6 mil para 10,3 mil toneladas.

Outra boa notícia veio com a gravimetria: o estudo constatou que a separação feita pela população em casa melhorou em 2015, mas ainda pode avançar muito.

Hoje, 48% do que é destinado à coleta de úmidos poderiam ser reciclados ou reaproveitados. Em 2013, este índice era de 50%.
O principal reciclável misturado ao resíduo úmido é o plástico (13,7%), seguindo pelos tecidos (7,8%).

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Vida útil do aterro depende também de ampliação da reciclagem

Atualmente, Santo André recicla 12% do todo lixo recolhido, o que inclui a coleta porta a porta e o que a população entrega nas 18 estações de coleta e nos mais de 80 PEVs (Postos e Entrega Voluntária). Em 2013, este índice era de 5%.

No entanto, no dia da coleta dos secos, apenas 5% dos resíduos domésticos são separadas pelos moradores. “É este índice que precisamos melhorar, incentivando a população a realizar o descarte correto do resíduo seco no dia da coleta”, explica o superintendente do Semasa, Sebastião Ney Vaz Jr.

A participação ainda maior da população na coleta seletiva é importante para a gestão de resíduos e para a economia da cidade. Santo André é o único município da região que tem aterro público. O equipamento tem vida útil estimada entre seis a oito anos e, no fim do período, o custo da destinação dos resíduos para o município pode triplicar. Esta vida útil, porém, pode se estender se a população participar mais da coleta seletiva, destinando um volume menor de recicláveis ao aterro.

Estudo avalia composição dos resíduos secos pela primeira vez

Pela primeira vez em Santo André, a gravimetria realizada pelo Semasa analisou separadamente o que a população destina para a coleta porta a porta de resíduos secos. O maior volume destinado é o de plásticos (26,6%), seguido do papelão (22,7%).

O terceiro maior componente da coleta de secos, porém, são resíduos orgânicos (restos de alimentos e produtos sanitários), que correspondem a 15% do volume total recolhido. Em 2015, 10,5 mil toneladas de resíduos secos foram separadas pela população para a coleta seletiva.

Também pela primeira vez, o estudo gravimétrico analisou os resíduos das feiras-livres, da Craisa, das 18 estações de coleta e das cooperativas de reciclagem. Confira abaixo as principais constatações.

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Análise traz diferenças de descarte por bairros

Enquanto a média de descarte de resíduos na cidade por habitante é de 0,8kg, há bairros que descartam até 1,645kg, como os bairros Jardim e Campestre (setor 7). Bairros do setor 9, como Vila Bastos e Jardim Bom Pastor, também descartam acima da média: 1,197kg. Em compensação, bairros do setor 14 destinam 0,5kg para a coleta, volume bem abaixo da média. Entre eles estão o Recreio da Borda do Campo e Cata Preta, por exemplo.

Entre os bairros, há também diferenças na separação de secos e úmidos. O Bairro Paraíso, por exemplo, tem a melhor separação de úmidos (maior volume de resíduos orgânicos) e o Jaçatuba a melhor de secos (maior volume de recicláveis). O bairro que faz a pior separação de úmidos, com apenas 21,1% de orgânicos, é o Condomínio Maracanã.

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