14/08/2015 Encontro de Educação Ambiental reúne 300 por dia e discute participação social, saúde, proteção e recuperação

Santo André, 14 de agosto de 2015 – O Encontro de Educação Ambiental do Grande ABC reuniu aproximadamente 300 acadêmicos e profissionais da área, por dia, nos dias 11, 12 e 13/8, em Santo André. União de esforços e expertises em prol da educação ambiental foi o grande mote do evento, abordado por todos os profissionais convidados. O pioneirismo de Santo André, que é a primeira cidade do ABC a construir sua Política Municipal de Educação Ambiental, foi tema de uma das apresentações.

Com o objetivo de discutir soluções e esclarecer o atual momento vivido pelas sete cidades da região, o evento foi organizado em três grandes eixos: 1) Proteção, Conservação e Recuperação Ambiental; 2) Tecnologia, Sustentabilidade e Participação; e 3) Saúde Ambiental. Oito palestras foram apresentadas e seguidas de debates, além de trabalhos orais, inscritos e selecionados previamente. O público, composto por professores das redes municipal e estadual de ensino, universitários e profissionais interessados no tema, se envolveu em todas as atividades.

O Encontro, realizado no Teatro Municipal de Santo André, foi aberto pelo superintendente do Semasa, Sebastião Ney Vaz Jr., acompanhado na mesa pelo Secretário de Gestão de Recursos Naturais de Paranapiacaba e Parque Andreense, Ricardo Di Giorgio, o Secretario de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos de Santo André, Carlos Donisete Sanches e pela professora Maria Helena Marina, da rede municipal de ensino da cidade, representando o secretário Gilmar Silvério.

Convidado para a palestra de abertura do evento, o professor-doutor Carlos Frederico Loureiro falou sobre os desafios e perspectivas da Educação Ambiental no cenário nacional. Ele abordou temas como “por que trabalhar com educação ambiental?”, “sociedade desigual e a relação com a natureza” e “interesse privado e injustiças ambientais”, sempre defendendo que todas as ações referentes à preservação do meio ambiente devem ser coletivas, ao invés de separadas por instâncias administrativas e sem a participação da população.

Interface com a saúde – No segundo dia de evento, o médico Alfésio Luís Ferreira Braga tratou das interfaces entre saúde, meio ambiente e qualidade de vida. Sua palestra teve como foco a degradação ambiental num contexto histórico, o impacto que gera no meio ambiente e, consequentemente, nos seres humanos (mas especificamente, no que diz respeito à saúde e qualidade de vida). Já o biólogo Marcos Sorrentino palestrou sobre políticas públicas e sociedades sustentáveis no contexto da educação ambiental.
A última apresentação do dia foi feita pela Gerente de Educação e Mobilização Ambiental do Semasa, Eriane Justo Savóia, que tratou da construção da Política Municipal de Educação Ambiental de Santo André, que está finalizada e aguardando o parecer final da Câmara. Santo André é a primeira cidade do Grande ABC a desenvolver uma política própria de Educação Ambiental. “Esperamos que nossas ações informem e sensibilizem as pessoas. Só assim seremos capazes de despertar a conscientização, individual e coletivamente.”

Desigualdade – No último dia do encontro, a professora-doutora Ana Paula Fracalanza, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, discutiu a questão da água e abastecimento da região Metropolitana de São Paulo. Abordou temas como desigualdade do acesso à água e ambiental e salientou que nem todos estão sentindo a crise da mesma maneira.

A seguir, foi a vez do arquiteto urbanista Carlos Henrique Andrade de Oliveira falar sobre educação ambiental e os desafios do século XXI. “É preciso regatar o respeito à sabedoria popular, ao espírito colaborativo: não precisamos voltar para a roça, mas podemos aprender com ela. O espaço urbano é nosso, é coletivo, precisamos nos apropriar dele, sair de casa.”

Álvaro Oyama Lins Fonseca, diretor do Instituto Fábrica de Florestas, um dos apoiadores do encontro, falou sobre o projeto, cujo objetivo é levar educação ambiental à comunidade. No ABC mantêm o Projeto Viva Escola, que visa contribuir para a construção de comunidades ambientalmente responsáveis por meio da educação ambiental.

Na sequência, o sociólogo Pedro Roberto Jacobi explicou que somente por meio da colaboração entre poder publico e da sociedade será possível reduzir o consumo, criar um cenário ambiental diferente e uma efetiva mudança.

Durante os três dias de evento, outros nove trabalhos inscritos foram apresentados oralmente. No hall de entrada do teatro, foram expostos, ainda, trabalhados escritos, em formato de pôster. O Encontro foi uma iniciativa do Semasa e da Prefeitura de Santo André e contou com apoio institucional da Braskem, Grand Plaza Shopping e o Instituto Fábrica de Florestas. Todas as fotos do evento já estão disponíveis no Flickr do Semasa.

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